Quando olhei para ti, pela primeira vez, despido daquela roupa com que habitualmente te encontrava pensei que serias a pessoa mais perfeita para passar a vida ao meu lado, aquela impressão, aquele fogo de vista, aquele amor à primeira vista, que sensação. Quis conhecer-te muito mais, quis ter-te comigo, e desejei, desejei muito passar todos os meus dias contigo, imaginei como seria a nossa vida um dia quando já tinha jurado não o fazer mais, mas era inevitável, quis tomar decisões importantíssimas contigo e tudo para quê? Para estares lá quando eu estou feliz e para fugires quando não estou? Sou uma gaja complicada, é verdade, mas sou uma gaja que, como todas as outras, precisa de carinho, amor, compreensão, protecção, atenção, e na vez disso o que é que eu tinha? Mensagens por responder, palavras por ouvir, gestos por ver... Doeu, doeu muito. Hoje em dia, já não dói tanto, acho que o tempo finalmente me está a sarar todas as feridas e ainda bem...
Mas tudo isto só para mostrar que a primeira impressão também nos pode induzir de forma diferente a que estamos habituados.
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as pessoas têm essa capacidade infalível de nos desiludir, e de nos mostrar que estávamos muito enganadas a seu respeito (quer pelo lado positivo quer pelo negativo)
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