terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Natal!

Chega a altura em que anda tudo entusiasmado atrás de prendas, em que tudo sai à rua extasiado e feliz da vida! Tudo menos eu!
Para mim, o Natal decresceu... E decresceu muito... Lembro-me de quando era miuda, o Natal era passado em casa de uma tia minha com uma mesa repleta de gente... Havia um monte de doces em cima da mesa e jogava-se bingo enquanto nao chegava a meia noite para que o Pai Natal pudesse ir ao telhado entregar todas as nossas prendas :) e certo era que ele aparecia mesmo (ou entao era o meu primo que adorava ver o meu entusiasmo de criança) :D
Os anos passaram, eu cresci e descobri que o Pai Natal afinal não existe, descobri que as prendas que eu tanto ansiava receber sempre estiveram escondidas em minha casa... E enfim ... O Natal começou a ser passado em casa com os meus pais e irmão... Não vou dizer que não é bom te-los por perto... É e muito! Mas, digamos que nao é nada feliz jantar e logo a seguir ficar sozinha com a minha mae à mesa, à espera que chegue a meia noite para abrir as prendas que eu ja tou farta de saber o que sao... E ainda pior fico quando penso que enquanto eu estou quente, com a mesa repleta de comida existe muita gente lá fora a passar um frio horrível, sem ninguem com quem conversar, sem prendas para desembrulhar, sem comida para comer... Há coisas que simplesmente não fazem sentido... Não fazem agora, e provavelmente nunca farão...

http://www.uma.pt/blogs/andreiasousa/wp-content/uploads/2008/12/christmas-wallpaper-4.jpg

sábado, 19 de setembro de 2009

Amores de Estudante



São como as rosas de um dia os amores de um estudante que o vento logo levou
Pétalas emurchecidas deixam no ar o perfume do sonho que se sonhou
Capas negras de estudante são como as asas de andorinha enquando dura o verão
Palpitam sonhos distantes alinhados nos beirais do palácio da ilusão

Quero ficar sempre estudante
P'ra eternizar a ilusão de um instante
E sendo assim, o meu sonho de amor,
Será sempre rezado baixinho dentro de mim

Os amores de um estudante são frágeis ondas do mar que os ventos logo varreram
Pairam na vida uns instantes logo nascem depois morrem mal se sabe se nasceram
Mocidade oh mocidade louca, ingénua e generosa e faminta de ilusão
Que nunca soube o motivo de quando queira o capricho ou lhe diga o coração

Quero ficar sempre estudante
P'ra eternizar a ilusão de um instante
E sendo assim, o meu sonho de amor,
Será sempre rezado baixinho dentro de mim

*