quarta-feira, 21 de abril de 2010

Há dias assim

Há dias assim, que nos deixam sós
A alma vazia, a mágoa na voz
Gastamos as mãos, tanto as apertamos
Já não há palavras, foi de tanto as calarmos

Há dias assim, não há que esconder
Recear palavras, amar ou sofrer
Ocultar sentidos, fingir que não há
Há dias perdidos entre cá e lá

Há uma canção que não te cantei
Versos por rimar, poemas que nunca inventei
Quem nos pôs assim, a vida rasgada
Quem te me levou roubou-me a alma
Mas de ti não sabe nada

Sei que um dia saberás
Que a vida é uma só não volta atrás

Augusto Madureira

terça-feira, 30 de março de 2010

Out here on my own

Às vezes eu pergunto-me, onde eu estive
Quem sou eu, eu me enquadro?
Fazer de conta é difícil, sozinha
Aqui fora, por minha própria conta

Estamos sempre a provar quem somos
Sempre a tentar alcançar aquela estrela ascendente
Para me guiar para longe e me iluminar para casa,
Aqui fora, por minha própria conta

Até que pela manhã, o sol aparece
Transformando em luz todos os meus medos
Eu seco as lágrimas que nunca mostrei
Aqui fora, por minha própria conta

Mas quando estou desanimada e me sinto triste
Eu fecho os meus olhos, então posso estar contigo
Amor, sê forte p'ra mim, amor pertence a mim
Ajuda-me até ao fim, ajuda-me, preciso de ti

Às vezes eu pergunto-me onde eu estive
Quem sou eu, eu me enquadro
Posso não ganhar, mas não posso ser derrotada
Aqui fora, por minha própria conta

Aqui fora, por minha própria conta

"Out here on my own" por Irene Cara