terça-feira, 18 de outubro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Vou-vos hoje falar um pouco sobre a minha vida praxística. Não sei se sabem, na minha faculdade a praxe passa muito por uma família praxística, ou seja, escolhe-se um padrinho/madrinha enquanto se é caloiro, por consequência acabamos por ter irmãos, avó/avô, tios, primos, etc. Quando já somos doutores acabamos também por ter afilhados e, assim, a família vai aumentando. Ora a minha vida nesse campo andou super agitada. Quando eu era caloira, tive um padrinho que me acompanhou todo o ano, e pertenci a uma família realmente muito nobre. Grande parte dos meus valores como praxista adquiri dessa família, e o orgulho que tenho em dizer que pertenci à mesma. Mas, infelizmente, as coisas não correram tão bem como eu esperava e, no fim do meu primeiro ano académico, vi-me afastada dessa família.
Mas o meu percurso académico continuava e, com ele, eu precisava de refazer a minha vida. Foi então que entrei numa nova família, com um pedido a um novo padrinho. Confesso que aquele padrinho nunca foi o padrinho que eu estava habituada a ter. A culpa não era dele obviamente, eu é que estava habituada a algo diferente desde início. Mas, como grande parte da minha formação eu já a tinha obtido da família anterior, não me senti muito afectada e decidi dar auxílio aos novos membros da família: os meus irmãos e os meus afilhados. Acabei por ser madrinha dos meus irmãos também, pois sempre fiz por estar do lado deles, ensinei-lhes o que sabia e transmiti os meus valores. As coisas pareciam correr muito bem, éramos inseparáveis, excelentes amigos, muito cúmplices... até ao meu terceiro ano. As coisas não estavam iguais. Não se podia dizer que era culpa de um ou de outro, simplesmente as coisas estavam diferentes. O problema foi mesmo no fim desse ano praxístico, aquela que seria a minha última semana como praxista. Tudo o que devia ser perfeito, foi horrível. Aqueles para quem eu tentei ser tudo e dar tudo retribuíram-me em nada! Foi então que tomei a difícil decisão de abandonar a família em questão. Tive muita pena, o meu "padrinho" nada tinha a ver com toda aquela confusão mas, na realidade, eu nunca estive lá por ele, porque nunca vi nele a pessoa que eu precisava para me orientar em praxe, eu estava por eles. Ver tudo abafado foi horrível, nem sequer sei como é que se pode chegar aquele ponto.
Mas foi então que algo inesperado aconteceu. Fui convidada para ir a um jantar de família de uma amiga minha. E, ouvi no meio de uma conversa, as palavras que eu gostava de ter ouvido da boca de um padrinho. A forma como ele falava, o amor à família... Tudo! Foi então que, com uns copinhos já, eu ganhei coragem e pedi para que ele fosse meu padrinho. A surpresa dele era tão grande como a minha, mas eu de facto estava a fazê-lo. Ele? Aceitou, ficou com as lágrimas nos olhos, chamou-me afilhada e abraçou-me. As conversas que temos são lindas. A forma como ele fala de tudo, me protege... É tudo o que eu sempre quis ver num padrinho. Hoje sei que estou na família certa por tudo! Hoje consigo fazer ver aos meus afilhados, de onde é que eu adquiri todos os meus valores. E peço desculpa aqueles que não desistem de infernizar a minha vida, se eu tive a coragem de abandonar um sítio onde eu já não me sentia confortável, se eu consegui encontrar um padrinho e uma família que me dão tudo o que eu sempre esperei e quis, peço desculpa se eu consigo ser superior, ser mais e melhor, peço desculpa por vos fazer ver o que é ser gente!
Mas o meu percurso académico continuava e, com ele, eu precisava de refazer a minha vida. Foi então que entrei numa nova família, com um pedido a um novo padrinho. Confesso que aquele padrinho nunca foi o padrinho que eu estava habituada a ter. A culpa não era dele obviamente, eu é que estava habituada a algo diferente desde início. Mas, como grande parte da minha formação eu já a tinha obtido da família anterior, não me senti muito afectada e decidi dar auxílio aos novos membros da família: os meus irmãos e os meus afilhados. Acabei por ser madrinha dos meus irmãos também, pois sempre fiz por estar do lado deles, ensinei-lhes o que sabia e transmiti os meus valores. As coisas pareciam correr muito bem, éramos inseparáveis, excelentes amigos, muito cúmplices... até ao meu terceiro ano. As coisas não estavam iguais. Não se podia dizer que era culpa de um ou de outro, simplesmente as coisas estavam diferentes. O problema foi mesmo no fim desse ano praxístico, aquela que seria a minha última semana como praxista. Tudo o que devia ser perfeito, foi horrível. Aqueles para quem eu tentei ser tudo e dar tudo retribuíram-me em nada! Foi então que tomei a difícil decisão de abandonar a família em questão. Tive muita pena, o meu "padrinho" nada tinha a ver com toda aquela confusão mas, na realidade, eu nunca estive lá por ele, porque nunca vi nele a pessoa que eu precisava para me orientar em praxe, eu estava por eles. Ver tudo abafado foi horrível, nem sequer sei como é que se pode chegar aquele ponto.
Mas foi então que algo inesperado aconteceu. Fui convidada para ir a um jantar de família de uma amiga minha. E, ouvi no meio de uma conversa, as palavras que eu gostava de ter ouvido da boca de um padrinho. A forma como ele falava, o amor à família... Tudo! Foi então que, com uns copinhos já, eu ganhei coragem e pedi para que ele fosse meu padrinho. A surpresa dele era tão grande como a minha, mas eu de facto estava a fazê-lo. Ele? Aceitou, ficou com as lágrimas nos olhos, chamou-me afilhada e abraçou-me. As conversas que temos são lindas. A forma como ele fala de tudo, me protege... É tudo o que eu sempre quis ver num padrinho. Hoje sei que estou na família certa por tudo! Hoje consigo fazer ver aos meus afilhados, de onde é que eu adquiri todos os meus valores. E peço desculpa aqueles que não desistem de infernizar a minha vida, se eu tive a coragem de abandonar um sítio onde eu já não me sentia confortável, se eu consegui encontrar um padrinho e uma família que me dão tudo o que eu sempre esperei e quis, peço desculpa se eu consigo ser superior, ser mais e melhor, peço desculpa por vos fazer ver o que é ser gente!
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